quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Não à escravidão


O Brasil tem uma agricultura muito competitiva no mundo, mas pode perder espaço por causa do trabalho escravo e da degradação ambiental."(Paulo Vanucchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em palestra hoje no FSM, em Belém, defendendo a aprovação da PEC que prevê confisco de terras onde for comprovada a exploração de trabalho escravo, e justificando a grande incidência de trabalho análogo à escravidão no Pará pelo fato de o Estado ter sido, desde os anos 1970, fronteira de expansão da agricultura sem a presença do poder público).

De novo

Ségolène Royal, mulher mais influente do Partido Socialista francês, que disputou as últimas eleições presidenciais na França, está em Belém participando do Fórum Social Mundial. Ana Júlia Carepa conversou hoje de manhã com ela e disse que o Pará quer sediar novamente o evento.

5 presidentes

Neste momento, três helicópteros sobrevoam a Praça da República, dezenas de batedores em motos Harley Davidson novinhas e de carros da segurança, ambulâncias, bombeiros com sirenes ligadas confundem os veículos em que Lula e sabe-se lá mais quem - provavelmente os quatro Cavaleiros do Apocalipse - chegam ao Hilton. Nunca antes neste Estado se viu tantas autoridades juntas.

Conjuntura ímpar

O cavalo selado passa ao lado do deputado Alexandre Von (PSDB). É agora ou nunca, a Prefeitura de Santarém.

Casa da mãe joana

Socorro! Ninguém aguenta tanta passeata e buzina!

Falta integração


Se o PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) for implantado, trará elevados benefícios ao País. Este plano divide o Brasil em corredores de transportes, estabelecendo as rotas de menores custos para os principais produtos exportados e importados pelos empresários, priorizando desta maneira os investimentos onde realmente eles são necessários. O grande problema é como implantá-lo. O Ministério dos Transportes não tem a menor condição de fazê-lo, muito menos tem quadro de pessoal capacitado para tanto. Assim, o risco do PNLT ser esquecido nas prateleiras é grande.
A Antaq tem somente sete anos de existência e, neste tempo, muitos fatos a atrapalharam no exercício de suas funções. A criação da Secretaria Especial de Portos foi o maior exemplo disso, pois tirou da agência atribuições como a dragagem e indicação dos presidentes dos Conselhos de Autoridade Portuária (CAP).
É até salutar todos os modais de transportes serem vinculados a uma pasta só. O maior problema é ser vinculado ao Ministério dos Transportes atual. A criação da SEP foi realizada pela absoluta inércia do Ministério dos Transportes em cumprir as suas atribuições. Pode ter certeza que a saída dos portos da égide do MT, no momento atual, foi a melhor solução. Tudo ficou mais ágil e mais eficiente.
O grande problema no Brasil é que não temos uma cultura hidroviária, não se conseguiu atrair investimentos suficientes para o setor e ainda falta confiança do empresariado neste tipo de transporte. Outro problema é que as hidrovias estão, em sua maioria, afastadas das principais regiões produtoras do País. Por isso a importância da multimodalidade. O que afasta os empresários não é nem o pouco investimento, mas a falta de integração com outros modais."(José Gerardo de Mesquita, engenheiro especialista em logística, funcionário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários -Antaq e ex-presidente do CAP de Suape, criticando o lobby rodoviário no Brasil, que impede a multimodalidade.)