quarta-feira, 29 de abril de 2009

Empréstimo na CEF

Foi aprovado pelo Legislativo hoje, em primeiro turno, o projeto de lei nº 16/2009, de iniciativa do Executivo, que autoriza o governo estadual a contratar financiamento junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$189.937 milhões. Na terça-feira que vem, será votado em segundo turno e redação final.

Kátia, go home

Líder da bancada do PT, a deputada Regina Barata apresentou requerimento considerando a senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu, persona non grata ao Pará. Tem tudo para ser aprovado à unanimidade. A senadora conseguiu um feito raro: uniu todos os partidos contra si.

Escapou fedendo

Hoje de manhã, centenas de manifestantes se postaram à frente da Alepa, esperando a senadora Kátia Abreu, que anunciara ir lá apresentar seu pedido de impeachment da governadora Ana Júlia Carepa, mas na undécima hora cancelou a viagem. Em meio a panfletos, faixas e cartazes, uma boneca de pano era puxada pelos cabelos, arrastada no meio da rua. Se Sua Excelência tiver juízo, não virá tão cedo ao Pará.

Jogo decidido

O presidente da Alepa, deputado Domingos Juvenil, bateu o martelo: na próxima terça-feira, às 09 da matina, empossa Francisco Gualberto no mandato de deputado do DEM. Gualberto já sentiu o gostinho do plenário, hoje. Ao final da sessão, recebeu orientação da assessoria da Mesa e até tirou foto para o site da Assembléia.

Discutindo a relação

Os dias de enlevo foram curtos. A relação PMDB & PT vem sendo discutida há dois anos e meio, em meio a cobranças, desculpas esfarrapadas, promessas e recaídas. Tal qual um romance, os dois vivem uma crise profunda que pode resultar num rompimento. O PMDB diz que quer manter a aliança, mas não a qualquer preço. Queixa-se de maus tratos.

As razões de tantas mágoas têm nome e sobrenome e integram o secretariado. Líder do PMDB, o deputado Parsifal Pontes usou a tribuna da Alepa, hoje, para externar a insatisfação do partido. Não é a primeira vez. Aliás, nas três ocasiões em que a governadora Ana Júlia Carepa convocou o Conselho Político, que inclui todas as lideranças, as reclamações foram as mesmíssimas.

Os secretários mais criticados são a de Saúde - sim, Parsifal disse com todas as letras que Laura Rosseti não foi indicada pelo seu partido. É da cota pessoal da governadora que, ao exonerar o secretário indicado pelo PMDB, limitou-se telefonar ao deputado federal Jader Barbalho e, adiantando que iria nomear a médica, perguntou se ele tinha algo contra. Educadamente, Jader disse que não. E o assunto foi encerrado -. Valmir Ortega, da Sema; Iracy Gallo, da Seduc, Ivanise Coelho Gasparim, da Seter, Pio X, da Ação Social, e Valdir Ganzer, da Setran, também estão no topo da quizília. Parsifal diz que eles não recebem os deputados. Não atendem seus telefonemas. Quando agendam audiência, na hora mandam algum diretor em seu lugar. Pior: não atendem suas reivindicações. O PMDB quer a cabeça deles. E manda o recado: se a governadora não exonerá-los, o povo o fará, nas próximas eleições.

O PT ofereceu a CPH - Companhia de Portos e Hidrovias, o IAP - Instituto de Artes do Pará, e a Fundação Carlos Gomes ao PMDB. Mas o PMDB avalia que é muito pouco e que esses órgãos não estão à altura de sua representatividade e de suas necessidades de atuação política.

A corda está esticada e pode atingir seu limite máximo de elasticidade tanto na próxima semana quanto no ano que vem. Se rebentar, o PMDB ameaça jogar a aliança na enchente e virar a mesa - ou passar para o outro lado dela, onde talvez esteja à sua espera um novo (ou antigo?) parceiro.

Do Lápis de Memória


Lipo na Casa Civil


Reafirmo que deve haver corte entre os 300 assessores especiais." (deputado Airton Faleiro, líder do Governo na Assembléia Legislativa do Pará, hoje, em análise do recente anúncio do governo sobre ajustes no orçamento, com ênfase no corte de despesas, que deve chegar a R$ 20 milhões.)

TSE mantém Bira

Bira Barbosa (PSDB), permanece como deputado estadual. À unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu favoravelmente ao seu recurso ordinário. O relator da matéria foi o ministro Félix Fisher.