terça-feira, 29 de junho de 2010

Político agride jornalista

Postura digna


"Recebi notícia do decreto de prisão de meu irmão João Carlos. O assunto é doloroso e constrangedor para nossa família, como para toda família que tem problemas desse tipo, mas muito mais para aquelas famílias que sofrem. Consequências de qualquer tipo de violência. Minha posição como governadora, mulher e mãe é de que ninguém está acima da lei. Como governadora e diante da responsabilidade do cargo, não me pronunciarei mais sobre sobre assunto que está na Justiça, um poder independente e que deve ser respeitado como tal."

(Governadora Ana Júlia Carepa, há pouco, no Twitter, sobre a condenação de João Carlos de Vasconcelos Carepa a 15 anos de prisão)

PAC Cidades Históricas

Alfredo Manevy, secretário executivo do Ministério da Cultura, e Oswaldo Reis Jr., Diretor de Acesso à Cultura, da Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, vieram a Belém hoje para a assinatura, com a governadora Ana Júlia Carepa, do PAC das cidades históricas, ao lado do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) e prefeituras de Afuá, Aveiro, Belém, Belterra, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém e Vigia. O investimento é de cerca de R$ 600 milhões, num grande plano de ação para recuperar monumentos, prédios e sítios históricos.

O PACH injetará recursos nas cadeias produtivas dessas cidades, ajudando a desenvolver o turismo e o comércio de serviços em torno do patrimônio histórico. Também haverá qualificação de mão-de-obra e educação para a preservação patrimonial.

O convênio será celebrado às 19 horas, na Praça Santuário, em frente à Basílica de Nazaré, em meio a um grande cortejo de pássaros e bois juninos. O blog vai lá.

Ordem de prisão de Caíca

A juíza Maria das Graças Alfaia, titular da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes, acaba de decretar a prisão de João Carlos Carepa, o Caíca, por abusar sexualmente de sua afilhada de batismo, dos 11 aos 13 anos, quando a menina contou à sua mãe.

Joia paraense

No próximo dia 1º, às 19h30, na Catedral Metropolitana de Belém, não percam o concerto de encerramento do Curso Livre de Órgão da EMUFPA, ministrado pelo professor Guido Oddenino, diplomado pelo Conservatório Giuseppe Verdi em Turim, com participação especial do professor Paulo José Campos de Melo, organista titular da Catedral Metropolitana de Belém e Schola Cantorum da Sé.

O órgão da Sé de Belém é o maior Cavaillé-Coll da América Latina. Ficou parado por 45 anos e ameaçava desabar. Em 1995, uma forte campanha em Belém viabilizou sua restauração, na França, por sugestão do então organista de Notre Dame de Paris. A Firma Theo Haerpfer de Boulay-França foi escolhida. O buffet do órgão foi restaurado em Belém com madeira paraense por Verbicaro Giestas e Cia. Ltda. A reinauguração aconteceu em grande estilo em 14 de junho de 1996, com os organistas Hans Bönish (alemão) e Paulo José Campos de Melo (paraense). A Schola Cantorum da Catedral e os Pequenos Cantores da Sé apresentaram números em gregoriano e polifonia. No coro da Catedral, placas alusivas estão fixadas.

Inaugurado em primeira audição no dia 09 de setembro de 1882 por dois organeiros e organistas franceses, Veerckamp e Moor, o órgão Cavaillé-Coll da Catedral funcionou durante quase 70 anos. Comprado ao preço de 15 contos de réis por D. Antônio de Macedo Costa, sua inauguração foi presidida pelo então bispo do Pará, D. Antônio de Macedo Costa e teve caráter solene. Foram convidadas as mais graduadas autoridades do Império. Instalado no coro, mede 8m de altura por 5,5m de largura e 3,5m de profundidade. Tem 25 mil peças para funcionar dois manuais e pedaleira.

O Grande Órgão de Tubos Cavaillé-Coll foi construído pelo maior organeiro do mundo, no século passado, Aristide Cavaillé-Coll. Em 1882, a Igreja era unida ao Estado e a Catedral tinha 60 funcionários mantidos pela Coroa Imperial. Com a separação Igreja-Estado, houve declínio no que se refere a conservação. No ciclo da borracha ela permaneceu em equilíbrio, mas depois foi quase impossível manter seu esplendor.

Fogo amigo



"Antônio Rocha tem medo de disputar no voto porque sabe que não é liderança."

(Maurício Corrêa, vereador do PMDB, reagindo na tribuna da Câmara de Santarém à rasteira que levou do deputado Antônio Rocha, seu conterrâneo, correligionário e mui amigo, que o impediu de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.)

Caos na saúde pública

O ministro Temporão disse publicamente que a Fundação Nacional Nacional de Saúde é corrupta, é vítima de loteamento político, não cumpre sua missão e sequer tem um objetivo claro.

Pior: em entrevista à revista IstoÉ, admite que o modelo de saúde no Brasil não funciona - que os hospitais públicos não atendem as necessidades da população, estão dominados por corporações, por isso prevalecem interesses particulares em detrimento da população, e que o sistema público foi sucateado para repassar clientela aos hospitais privados -, e ainda revelou que sofre pressões políticas e da indústria, cada vez maiores, para incorporar novos medicamentos, equipamentos e videocirurgia.

Num país sério, tais declarações suscitariam, no mínimo, uma devassa completa no Ministério da Saúde e em todos os órgãos integrantes do SUS.

Há 500 municípios sem médicos nem enfermeiros. Some-se a isso epidemias, enchentes, deslizamentos, milhares de desabrigados.

Veremos se Executivo, Legislativo e Judiciário vão mexer um músculo para dar um basta no caos.

Estão esperando o que?

Por volta das 2h30, hoje, no trajeto aeroporto/casa, passei pela Doca de Souza Franco. O logradouro lembrava uma praça de guerra, tal o aspecto de destruição. Lixo, muito lixo espalhado ao longo de toda a rua, em suas quatro pistas - garrafas pet, latas de cerveja, garrafas de bebidas alcoólicas, sacos plásticos -, e bêbados.

Soube que, a pretexto de concentração para comemorar a vitória da seleção brasileira, houve brigas, arrastão, furtos, assaltos, violência em profusão. Os moradores da área viveram horas de muita tensão e medo e, com a via impedida, foram obrigados a trafegar na contramão para poder chegar em suas próprias residências. Não havia guardas de trânsito, como sempre, e nem policiais suficientes para garantir o ir e vir cidadão.

Sexta feira tem mais. O poder público sabe disso muito melhor do que ninguém e não age para evitar o caos e a ameaça à segurança pública. O que espera? Uma hecatombe?