domingo, 1 de maio de 2011

Lama avança na Alepa


As investigações do MPE, via Geproc – Grupo de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas -, e Promotoria de Direitos Constitucionais e do Patrimônio, já alcançaram a conexão com servidores do Judiciário no escândalo da Alepa. Empregados domésticos pagos com dinheiro público e pessoas carentes cadastradas em projeto social tinham documentos usados para recebimento de elevados salários.

Havia Procurador na Alepa com contracheque de R$83.184,28 mil, além de muitos obesos salários acima do teto constitucional.

Já foi apurada também contratação de empresas fornecedoras de equipamentos, materiais e serviços para os quais não estavam habilitadas nem registradas. Os nomes virão à tona em breve.

Os promotores de Justiça já têm informações a respeito de servidores que estão no centro do poder na Alepa há mais de 30 anos e pelas quais passavam contratos e benefícios funcionais irregulares. Vão entrar em foco a Secretaria Legislativa e a Procuradoria Geral da Casa, além da Comissão de Licitação, considerados pontos nevrálgicos no caso.

Até quando?


“A cada dia me impressiona mais a corrupção no Brasil. Não há qualquer limite ou pudor.

(Procurador da República Alan Mansur, dos Direitos do Cidadão no MPF/PA).

A farra na Câmara de Belém


Na quinta-feira passada, os vereadores da Câmara Municipal de Belém receberam seus gordos vales-alimentação de R$14 mil mensais para cada um, o mais discretamente possível, no gabinete do presidente da Casa, Raimundo Castro (PTB) – antes do esquema ser denunciado eram entregues na Diretoria Financeira.

Para tentar manter o benefício indevido, os operosos edis belemenses já estão debruçados sobre a tarefa de arranjar um substituto de igual ou maior valor, mas com denominação menos comprometedora do que o vale, ainda mais em tempos de vigilância do MP sobre o Legislativo.

Os vereadores José Scaff e Wanderlan Quaresma, que atuavam como agiotas trocando os vales por dinheiro com deságio entre 10% e 20%, desistiram de continuar fazendo isso dentro da Câmara. “Escritórios” estão sendo preparados para mais essa nobre atividade desses legisladores municipais.