quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Concurso à vista


A Alepa aprovou, hoje, à unanimidade, os projetos de lei do TCE-PA e do MPE-PA, tratando da criação de cargos e salários de seus respectivos quadros de servidores. 

Até o PSOL aprova a TFRM


O deputado Edmilson Rodrigues disse hoje que é totalmente favorável ao projeto do governador Simão Jatene que institui a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento dos Recursos Minerários (TFRM) e o Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (CFRM).

Reafirmando sua condição ideológica de aposição, o líder do PSOL reconheceu a importância da iniciativa e criticou o sacrifício imposto pela União ao Pará, através da Lei Kandir, que isenta de imposto todo o minério extraído nas nossas imensas jazidas –inclusive os produtos semi elaborados -, sem a devida compensação.

Edmilson só vai apresentar uma emenda: quer suprimir o dispositivo que permite, por ato governamental, o cancelamento da taxa. 

O MP e a sociedade


“O Ministério Público é uma instituição vocacionada para a luta em defesa dos mais relevantes valores sociais, sendo formado por diligentes e dedicados membros  que procuram diariamente servir à sociedade, ajuizando e atuando mas mais diversas ações civis e criminais, nos mais variados trabalhos extra-judiciais e, ainda, dando exemplos marcantes de probidade, honra, garra e dedicação aos que nos procuram e na luta contra os mais poderosos que agem à margem da lei.

Logo, o desmonte do perfil constitucional do Ministério Público nos preocupa, e já está em marcha há algum tempo, e nisso se empenham poderosos criminosos, independentemente de coloração ideológica. Tentam calar a imprensa, calar o Judiciário, manipular o Legislativo e acuar a sociedade. Assim, resta refletir: a quem interessa um Ministério Público letárgico e subserviente? A quem interessa um MP inerte e omisso?

Por isso, precisamos defender nossas garantias constitucionais em diversas frentes, inclusive no legislativo e na formação de opinião nas academias jurídicas, mas principalmente prestando um serviço cada vez mais eficiente para nossa sociedade.”

(Promotor de justiça José Maria Costa Lima Jr., promovido pelo critério de merecimento a titular da 9º Promotoria de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa, em pronunciamento em nome também das promotoras Maria da Penha Mattos Buchacra Araújo (sua colega na 7ª Promotoria) e Helena Maria Oliveira Muniz, esta na 11ª Promotoria de justiça da Infância e Juventude.)


Jornalista com diploma


Acaba de ser aprovada em primeiro turno, no Senado, por 65X7 votos, a PEC 33/2009, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Depois de aprovada em segundo turno, seguirá para votação na Câmara dos Deputados.

Sonoridade do Festival Se Rasgum

 Leoni
 El Cuarteto de Nos
Lobão
FOTOS: LUCY HENRIQUES
“O Festival Se Rasgum apresentou sua sexta edição, mas, para mim, que pela primeira vez consegui prestigiar, teve gostinho de novidade. E das boas. Foram vinte e duas atrações, locais e nacionais, convidadas e selecionadas pelo próprio público durante um evento seletivo prévio, divididas em dois palcos, um lounge com DJs locais e a III Semana de Profissionalização, em paralelo, no IAP.

E lá fui eu, nos dias 18 e 19, conferir o Se Rasgum. O primeiro ponto positivo: a localização. Está certo que amamos experimentalismos, mas os sonoros. Ouvi alguns comentários de que o Hangar, por ser muito “arrumadinho”, não tem o “clima ideal” para o evento, com o que eu não concordo nem um pouco, apesar de achar que Damaso & Cia. acharão maneiras divertidas de criar uma ambientação mais descontraída nas edições futuras. O conforto - incluindo climatização impecável, banheiros dignos, praça de alimentação, estacionamento - é fundamental para aproveitar a maratona de shows e neste quesito o Se Rasgum acertou. Outra coisa muito bacana foi a feirinha alternativa de roupas, bijoux, CDs. Quem sabe, ano que vem, esse espaço não possa ser aproveitado para que as bandas participantes vendam e autografem seus materiais?

Confesso que fui “focada” em dois shows específicos: do carioca Leoni, na sexta, e dos urugaios do El Cuarteto de Nos, no sábado.

Quando cheguei no Festival, quem estava no palco era o Circuito Floresta Sonora. Uma pena que o salão ainda não estivesse cheio: a proposta “mistureba”, que reúne a criatividade de artistas como MG Calibre, Leo Chermont, Juca Culatra e Metaleiras da Amazônia merece, no mínimo, a atenção do público e dos críticos. Leoni dividiu o palco com a banda Suzana Flag, um formato que está bastante “na moda” nos últimos tempos e que eu, pessoalmente, acho muito arriscado. Para funcionar tem que ter um grande equilíbrio – o que não aconteceu neste caso, na minha opinião – além de um tempo de apresentação maior, o que não é de praxe num festival. A idéia de colocar um artista consagrado com outros de menor projeção é excelente na teoria, mas na prática o que aconteceu foi que o Suzana Flag funcionou como “banda base”, desagradou os fãs do Leoni no pequeno espaço que lhes coube para apresentar seu trabalho autoral e, pior, deixou os fãs da banda que queriam prestigiar suas composições insatisfeitos. Eu, que sou fã do Leoni e já acompanhei outros shows dele, me esgoelei junto com a multidão nos hits e fiquei no gostinho de “quero mais”. Entretanto, o show dos gaúchos do Bidê ou Balde foi o mais comentado da noite. O público vibrou durante a apresentação inteira, literalmente.

No sábado a estrela da noite era o Lobão, mas eu queria mesmo era ver o El Cuarteto de Nos. Donos de uma sonoridade cativante e de um dos videoclipes mais legais dos últimos anos (“Yá No Sé Qué Hacer Conmigo”), eles subiram no palco como se estivessem tocando para milhares de pessoas e mostraram que um bom show se faz com entusiasmo e prazer de tocar (e com uma produção bastante acertada, apesar de simples). Foi, do começo ao fim, um show “pra cima”, com uma sonoridade latina marcante porém sem deixar de lado a pegada rock’n’roll. Que seja apenas o início de um longo e rico intercâmbio nosso, amazônico, com o resto da América Latina.

Voltando ao Lobão: acostumado a bancar o rebelde e dar declarações “de efeito”, no palco toda a sua personalidade não foi suficiente para segurar a empolgação de uma trupe recém-saída de um show da Gang Do Eletro. Apesar de ter uma linha de raciocínio que vai contra essa onda que prega o brega, technobrega, melody e afins como cult, é impossível negar que o ritmo é contagiante e, que por mais duvidoso que seja o gosto – principalmente por algumas letras de caráter chulo – ele faz parte do nosso subconsciente cultural coletivo e faz todo mundo “tremer”.

O Festival Se Rasgum é um reflexo local da tendência dos grandes festivais: a diversidade de estilos. E é esse o espírito mesmo, a quebra de rótulos e o intercâmbio cultural, mas sempre valorizando as nossas pratas da casa. Espero que o universo musical se amplie cada vez mais e que, nas próximas edições, tenhamos muitas surpresas agradáveis."

(Gabriella Florenzano, sobre o VI Festival Se Rasgum.)

Enquanto isso, na Sala de Justiça...


É grande a expectativa para o julgamento do pedido de cassação do prefeito de Belém, Duciomar Costa, amanhã, no TRE-PA. Um fato novo alvoroça o meio jurídico, político e, é claro, a imprensa: o desembargador Leonardo Tavares pediu licença para viagem a serviço, de hoje até o próximo dia 4. No lugar dele entra o desembargador Raimundo Holanda Reis. A mudança em cima da hora está dando o que falar. Se pedir vista dos autos, alegando desconhecimento, lá se vai o processo para 2012.

Páreo antecipado


O PT fará prévias, com provável segundo turno, para escolher seu candidato a prefeito de Belém. Até agora, estão credenciados na disputa o deputado federal Cláudio Puty, os deputados estaduais Carlos Bordalo e Valdir Ganzer, o vereador Alfredo Costa, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil João Moraes, Fábio Pessoa e Paulo Gaya. 

O extermínio dos jovens


Mais um adolescente foi executado com tiros certeiros, ontem à noite, enquanto conversava com amigos, desta vez em Marituba. Até quando?

Pará perde para o Maranhão, de novo!


Cantei a pedra aqui no dia em que o governo festejava reunião suprapartidária com o ministro dos Transportes, sobre a hidrovia Tocantins-Araguaia: iria resultar em nada. Ainda mais quando jogaram a bola para o lado da Vale. Tudo se confirmou: os recursos já destinados para o derrocamento dos pedrais no leito do rio Tocantins foram contingenciados e destinados a outros fins, a licitação que estava em curso está suspensa e a Vale já anunciou que pretende – de novo – usar a sua ferrovia e escoar a produção da Alpa, a sua siderúrgica em Marabá, pelo porto do Maranhão. 

Tudo isso depois de trinta anos de espera pelo Sistema de Transposição de Tucuruí, com duas eclusas e um canal intermediário, uma luta de toda a sociedade parauara pela navegabilidade do rio, barrada pela Eletronorte durante a construção da hidrelétrica. 

A União deve ao Pará, tem obrigação de reparar o mal que nos causou, e não há dinheiro que pague os prejuízos com o que deixou de acontecer de bom aqui durante essas últimas três décadas. 

O governador do Estado, as bancadas federal e estadual do Pará e os senadores vão assistir a isso em silêncio?

A blindagem de Duciomar Costa


Os processos judiciais contra o prefeito de Belém, Duciomar Costa(PTB) têm um denominador comum que chama a atenção geral: não andam. Há incontáveis ações, que tramitam a passos de cágado. Aliás, ninguém se espantou com a falta de decisão no julgamento, ontem, do pedido de cassação de seu mandato, no TRE-PA. Com o pedido de vista feito pelo juiz André Bassalo, o desembargador Leonardo Tavares, e os juízes Rubens Leão e Vera Araújo não proferiram seus votos. Vamos conferir a sessão de amanhã, quando o caso deverá voltar à pauta.

A indecorosa Câmara de Belém


O presidente da Câmara de Belém, vereador Raimundo Castro (PTB), mantém o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores trancafiado a sete chaves. Só os seus pares têm cópia. Coisa boa não pode ser, senão teria ampla publicidade. A coisa é tão esdrúxula que, na sessão especial para debater o PCCS, Castro impediu que os funcionários exercessem o direito de se manifestar sobre o próprio destino. Aliás, a aprovação do PCCS ficou condicionada ao aumento de 11% ao exército de 760 assessores dos vereadores. Nem cabe tanta gente assim no prédio da CMB. E enquanto os pobres barnabés ainda esperam que passe para R$600 o vale alimentação, os edis já estão aquinhoados com R$20 mil cada, valor acima até mesmo de seus subsídios. Uma vergonha!