sábado, 14 de janeiro de 2012

O querer ser cidadã


No discurso em nome dos colegas Alcyr Montero Cecim e Walcy Cezar da Silva Ribeiro, empossados junto com ela na 3ª Entrância (Belém), a promotora de justiça Socorro de Maria Pereira Gomes dos Santos deu testemunho da importância da atuação do Ministério Público para a garantia da cidadania.

Contou que, em Ananindeua, onde atuava, uma senhora a procurou pedindo com urgência sua certidão de nascimento. Portadora de câncer, só tinha 30 dias de vida. Sensibilizada, a promotora tentou ajudá-la no tratamento, mas ela insistiu. A única coisa que queria era o seu documento. No mesmo dia o MPE providenciou tudo. Então, ela revelou que queria deixar uma herança a seus dois filhos: seu registro de nascimento.

É de doer na alma tal relato. E quantos nascem, crescem e morrem sem jamais terem sido registrados, nem para efeito de estatística? A ausência do Estado é cruel. Permite o sub-registro, o analfabetismo, barra o acesso à justiça, impede a consciência de cidadania e viola direitos humanos. 

Rai-Fran disponível na internet


Hoje às 19 horas tem o maior clássico do futebol de Santarém, o Rai-Fran, disputado entre as equipes do São Raimundo e do São Francisco. O jogo vale para o campeonato estadual, o Parazão, e será transmitido via TV, Rádio e Portal Cultura. As colônias santarenas estão organizadas para assistir à partida, do estádio Colosso do Tapajós para o mundo, pela primeira vez na história.

Tuiteiros em votação


Hoje é o último dia de votação da enquete no MaisMaisTwitterBelem, invenção do jornalista e publicitário Fernando Jares. O placar está assim: Prêmio Andy Warhol, Sérgio Rodrigues, com 31% (123 votos). Tuitada do Ano, Elias Sassim Neto. Passarinho da TL, Gaby Amarantos, 158 votos (31%). Tuita até dormindo, @piugibson, com 208 votos (31%). Mamãe do Ano, Josie Mota, com 234(37%), Belém na Real, @ufpadepressao, com 149 votos (55%) e Gostosuras, @pizzup, com 370 (52%).

Na categoria Jornalismo na TL, Franssinete Florenzano (euzinha, obrigada!), com 185 votos (36%), Re X Pa, @sigaremo, com 409 votos (63%). Categoria Fazendo a Diferença, Ong No Olhar, com 179 votos (39%). Categoria Exilados, Raphael Diaz, com 348 votos (52%). Fakes e Afins, Açaí Grosso, com  175 votos (30%). Na categoria Fofo na Real, empate dramático entre @UTIDenis e João Válber, ambos com 309 votos (38%). Categoria Fofa na Real, empate técnico entre Marina Nascimento, com 216 votos (36%) e a @lentescorderosa, com 214 (35%). O mesmo acontece na categoria Resmungão, com disputa apertadíssima entre Breno Malheiro, com 214 votos (35%) e a Cláudia, com 160 (49%). Na categoria Empreendedores, Alexandre Baena tem 218 (55). Na categoria Serviços, o Belém Trânsito, 340 votos (43%). Categoria Coruja, Marcus Ayres, com 182 votos (45%) e na categoria Poder, Adelaide Oliveira, 207 votos (54%).

Ainda dá tempo de conferir todos os que estão no páreo e votar. Vão lá.

A responsabilidade de cada um


O tráfico de pessoas é o recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo a ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade, a situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de quem tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, é uma das atividades criminosas mais lucrativas: faz cerca de 2,5 milhões de vítimas e movimenta US$32 bilhões por ano. Só o tráfico de órgãos humanos rende cerca de dez milhões de dólares por ano (7,75 milhões de euros).

Dados do Ministério Público do Trabalho revelam que o Brasil ainda tem cerca de 20 mil trabalhadores em condição análoga à escravidão e o combate à prática criminosa não é suficiente.

O contingenciamento dos investimentos públicos na área da assistência social, saúde, educação e segurança pública mantém a desigualdade social,  causa vulnerabilidade e favorece o crescimento do tráfico de pessoas.

A corrupção impede o atendimento com dignidade das vítimas, assim como a devida apuração e punição dos criminosos. O desprezo e desrespeito às vítimas fere de forma bárbara sua dignidade e direitos humanos inalienáveis com atos que ultrajam a consciência da humanidade.

As mazelas sociais dizem respeito a cada um de nós. A omissão é conivência. Não podemos fechar os olhos e achar que o problema é dos outros. Temos que denunciar e cobrar das instituições e governantes a ação necessária. E escolher com muito cuidado quem nos representa.